quarta-feira, junho 25, 2008

04.13 There's No Place Like Home: Parts 2-3

(Jack Bender, 2008)

Este blogue não foi abandonado! Esta é a primeira de muitas atualizações, prometo. E agora vamos em frente.

SPOILERS: Foi muito, mas muito difícil escrever sobre o final da quarta temporada de LOST. Em parte, por causa da minha crônica falta de tempo. Mas também porque não queria redigir uma resenha de fã. Daquelas repletas de frases como “será que após beijar Kate e pular no mar, Sawyer ficará com Juliet??”. Pois There's No Place Like Home: Parts 2-3 parece ter sido escrito especialmente pros devotos da série. É saturado de cenas que os fãs sonhavam assistir (o mais bacana na foto acima).

Já quem, esperou desse episódio uma bombástica reformulação na narrativa da série deve ter se decepcionado como eu. Nenhum elemento novo foi introduzido, como os flash-fowards – usados de maneira bem conservadora este ano, aliás. Geralmente encaro LOST como um jogo (é uma série obcecada por jogos, afinal) cujo objetivo é aprender as regras. Fiquei desapontado ao descobrir que por enquanto as regras permanecem iguais.

Minha frustração quase me impediu de reparar o quanto este episódio foi construído com mais que cenas de ação exageradas e divertidas. Foi um capítulo feito de separações brutais, coerente com o resto da temporada (lembram da Alex?). Ao que tudo indica, o próximo ano será o dos reencontros. Ou vocês acham que a pessoa do caixão continuará morta? Fase quatro concluída, temos mais duas até o game over.

Jack e Kate outra vez:

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sexta-feira, maio 30, 2008

04.12 There's No Place Like Home: Part 1

(Stephen Williams, 2008)

Esse post está bem atrasado, eu sei, mas não podia ignorar esse episódio. Especialmente agora que o final da temporada (que ainda não vi) já foi exibido.

SPOILERS: Indo direto ao ponto, poucas coisas importantes aconteceram na Ilha durante esta primeira parte de There's No Place Like Home. Inclusive parte delas pareceram reprises de LOST: grupos marchando rumo ao destino, Locke sendo escada de Ben, etc.

Foram nos flash-fowards fora da Ilha que ocorreram os momentos mais importantes do episódio. Vimos o retorno dos Oceanic 6 ao lar, o reencontro deles com a família e o começo de seu desajuste com o mundo normal. Jack, na cena mais forte e angustiante deste capítulo, descobriu que Claire é sua meia-irmã.

O maior mérito da parte 1 de There's No Place Like Home foi usar passagens melancólicas como essa pra aumentar o suspense sobre o que vai acontecer no próximo episódio. Vejam os rostos derrotados de personagens determinados como Jack e Sayid. Pra eles, resgatar os amigos é inconcebível. Houve alguma coisa terrível durante a fuga da Ilha. É hora de saber se valeu a pena acompanhar esta temporada pra descobrir o que foi.

Voando pra casa:

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sexta-feira, maio 16, 2008

04.11 Cabin Fever

(Paul Edwards, 2008)

SPOILERS: Poucos episódios nesta temporada foram mais representativos do que está ocorrendo em LOST do que este aqui. O seriado se encontra numa encruzilhada, tentando se livrar de problemas antigos e driblar os novos que surgirem pelo caminho. Ou indo ao que interessa: como, nesta altura do campeonato, fazer um episódio composto dos bons e velhos flash-backs sobre um dos personagens mais queridos da série– John Locke – sem repetir a ladainha de sempre (seus problemas com papai)?

A solução encontrada é simples e eficiente: encaixar novos mistérios no passado de Locke, especificamente sua infância e adolescência. Funciona. Cabin Fever está repleto das cenas misteriosas e sinistras que fazem a alegria de fãs como eu. Pena que esses trechos não tenham uma conexão narrativa maior, só temática. Basicamente são testes de vida, nos quais Locke foi aprovado em alguns (os de sobrevivência) e reprovado em outros (os espírituais).

A inesquecível cena final do episódio – já na Ilha – apenas deixa Locke diante de outra prova, fazer o impossível: mover a Ilha (de lugar? De época? Ambos?). De certa forma, é a própria série quem está diante de um teste: fazer os espectadores se interessarem em saber nas próximas temporadas onde essa Ilha vai parar.

O novo Dalai Lama? – Locke é testado:

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segunda-feira, abril 28, 2008

04.09 The Shape of Things to Come

(Jack Bender, 2008)

SPOILERS: Foi muito bom ver em The Shape of Things to Come o quanto Sawyer mudou no decorrer da série. Ele já tinha brincado de herói no passado, mas nunca tinha mostrado em tempo integral tanta preocupação pelos amigos.

Dito isso, o momento mais forte do episódio envolveu outros personagens. Estou falando da execução de Alex na frente de seu pai, Benjamim Linus. Sem dúvida, foi a cena mais deprimente desta quarta temporada e, ainda assim, estranhamente gratificante, já que pela primeira vez as habilidades de persuasão do Ben falharam. No passado, o ex-antagonista (hoje cada vez mais perto de ser o personagem principal) escapou de todas as situações difíceis mentindo, manipulando e blefando. Ao falhar numa hora crucial, ele perde a invencibilidade que estava me cansando.

Por exemplo, neste mesmo episódio foi irritante assistir Ben levar Sayid e Locke na conversa outra vez com meia dúzia de afirmações sem provas. Ainda bem que Charles Widmore deverá ganhar mais importância na trama daqui pra frente. LOST precisava de outro personagem traiçoeiro, já que Ben estava sobrecarregado (não bastava ele ser expert em jogos mentais, dono da Ilha, agente secreto e viajar no tempo e espaço – ele precisava ter uma atração fatal pela Juliet). A presença de outro malfeitor só deve beneficiar a série e o próprio Ben. Pior pros outros personagens!

Ben e o Lostzilla:

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