domingo, agosto 10, 2008

Super-trailer

Atualmente estou profundamente insatisfeito com os recentes filmes de super-heróis. Tanto como cinema quanto adaptações de personagens que um dia foram muito importantes numa fase especial da minha vida (infância e adolescência). Por isso, fiquei surpreso comigo mesmo ao ficar empolgado no cinema com este trailer de Hellboy 2, dirigido por Guillermo del Toro. Afinal de contas, eu não tinha gostado do anterior (também pelas mãos de del Toro). Mas hoje em dia to com a impressão de que fui injusto e uma revisão desse filme é necessária. Enquanto isso, fiquem com o trailer!

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domingo, julho 13, 2008

A projeção digital em questão

A novela da projeção digital no Brasil ganhou um novo capítulo com a estréia do portal MovieMobz, criação de três empresários do setor audiovisual: Marco Aurélio Marcondes, um experiente distribuidor, Fabio Lima e José Eduardo Ferrão, fundadores da Rain Network, a primeira empresa a trazer a tecnologia de projeção digital ao país. O website começou a funcionar este mês no Brasil e há planos para disponibilizá-lo em outros países da América Latina.

O MovieMobz funciona de maneira semelhante ao orkut. Você cadastra seu perfil, cria comunidades, etc. Com um diferencial importante: você seleciona os filmes - de cinema independente, frisaram os criadores - que gostaria de assistir no cinema, estejam eles em cartaz ou ainda inéditos. Assim como a sala de cinema específica na qual você quer ver o filme. Se X pessoas quiserem ver o filme na sala Y, é lá que o filme será exibido (a matemática desse procedimento não foi esclarecida). No endereço eletrônico há uma explicação um pouco mais detalhada, é só clicar aqui.

Enquanto isso, algumas questões permanecem. Como a MovieMobz, define o que é ou não cinema independente? Será que o MovieMobz vai permitir uma variedade maior e mais surpreendente de filmes ou apenas reforçará velhos vícios de nossa programação? Além da qualidade da projeção digital, que anda bem contestada. Como contraponto, selecionei um texto da Folha escrito por Leonardo Cruz (sem autorização, mas não creio que ele se importe), que fala justamente disso. ___________________________________________________________

A projeção digital que estraga o filme

Por Leonardo Cruz

Em cartaz nos cinemas paulistanos desde a última sexta, "O Escafandro e a Borboleta" é, à primeira vista, um programa imperdível. Afinal, o filme francês de Julian Schnabel acumula boas críticas e prêmios ao redor do mundo, incluindo a palma de melhor direção em Cannes no ano passado.

Mas a forma como a obra está sendo exibida no circuito paulistano a transforma em um programa "perdível". "O Escafandro e a Borboleta" pode ser visto apenas em cópias digitais em todas as suas sete salas. Ou seja, nesses cinemas a boa e velha película analógica foi trocada por uma projeção eletrônica de qualidade inferior, que altera som e imagem originais.

O filme de Schnabel não é o único nessa situação _além dele, sete longas são exibidos em SP exclusivamente nesse sistema digital porcaria: "1958 - O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil", "Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto", "A Banda", "Dot.com", "Lady Jane", "A Última Amante" e "Personal Che". Esse número representa 19% dos filmes em cartaz, marca inédita para o circuito paulistano. Isso sem contar obras como "Do Outro Lado", que passam em película em alguns cinemas e em digital em outros.

Nada contra a migração do analógico para o digital, que fique bem claro. A questão é que o digital que se espalha por aqui é muito inferior ao que vem sendo adotado lá fora. Atualmente, apenas seis salas brasileiras seguem o padrão internacional de projeção, o DCI, de qualidade da imagem superior à da película. Em contrapartida, mais de cem salas nacionais instalaram esse digital inferior, desenvolvido e comercializado pela Rain Network.

A questão é econômica: o sistema da Rain é mais barato que o digital DCI e que a película. Resulta em menos custos para o distribuidor e para o exibidor. Só quem perde é o espectador, que continua pagando os mesmos muitos reais para ver uma projeção pouca coisa superior à de um DVD. Para essas sessões, um descontinho no valor do ingresso cairia muito bem.

Esse cenário incomoda ainda mais porque a tecnologia Rain cresce com mais força nas salas dos "filmes de arte". Nesta semana, Espaço Unibanco (Augusta e Pompéia), Cine Bombril, HSBC Belas Artes, Cine UOL Lumière, Frei Caneca Unibanco Arteplex e Reserva Cultural exibem longas no formato capenga. Mantido o ritmo atual de expansão do sistema e o baixo nível do software de exibição da Rain, o futuro não é dos melhores para os cinéfilos paulistanos: grandes filmes "off-Hollywood", como "O Escafandro e a Borboleta", ficarão cada vez mais restritos a essas projeções sofríveis.

Para quem quiser entender um pouco mais essa passagem da película para o digital, vale conferir o especial sobre o assunto escrito por Pedro Butcher para o portal Filme B. ___________________________________________________________

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quarta-feira, maio 07, 2008

Revista Paisà - novidades no front

Imperdível. Está no ar a nova edição da Revista Paisà (clique aqui), com um visual reformulado muito mais bonito, além de diversos textos. Pena que devido a bagunça temporária em minha vida eu não pude participar, mas isso deve mudar no futuro. ___________________________________________________________

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quinta-feira, janeiro 10, 2008

A primeira mulher, o último homem

Na história em quadrinhos Y – O Último Homem, Yorick – o único sobrevivente duma praga que varreu o sexo masculino da face da Terra – finalmente reencontra sua mãe, a deputada Brown, na Casa Branca. Porém, viúvas de políticos republicanos cercaram o lugar, fortemente armadas, pra tentar dar um golpe de Estado.

Yorick: Depois da morte de todos os homens, pensei que vocês, mulheres, estariam de mãos dadas nas Nações Unidas ou algo do tipo. Desde quando as mulheres se tornaram tão mesquinhas e... e loucas pelo poder?

Deputada Brown: Você não votou em Hillary?


Alguns vídeos importantes:




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quinta-feira, dezembro 27, 2007

Estou morando com uma gata

Mas só por alguns dias. Trata-se de Celine, minha linda sobrinha adotiva. Minha irmã e cunhado viajaram pra praia e a deixaram comigo. Celine é jovem, muito inteligente, belíssima, mas tímida demais. Por isso no começo foi difícil convencê-la a estrelar este exclusivo ensaio fotográfico pro Negativo Queimado, mas no fim ela confiou no tio.

Agora, sem mais embromação, conheçam Celine!


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sexta-feira, dezembro 07, 2007

O Melhor de Dexter – 2ª Temporada

Pra quem ainda não sabe, os dois últimos episódios da 2ª Temporada de Dexter vazaram na rede muito antes de serem exibidos. Aguardem uma crítica minha. Por enquanto apenas fiquem com o que, na minha opinião, o 2º ano teve de melhor.

Top 5

1º - 02.09 Resistance is Futile
2º - 02.08 Morning Comes
3º - 02.03 An Inconvenient Lie
4º - 02.07 That Night, A Forest Grew
5º - 02.12 The British Invasion

Melhor Momento: Dexter visita Lila após descobrir que ela invadiu a casa de Rita. A atuação de Michael C. Hall é sempre perfeita, mas nessa cena aqui a interpretação dele atinge níveis que... bom, não conheço uma palavra melhor que perfeita, então digamos que a atuação dele é mais-que-perfeita.

Momento mais engraçado: Dexter chega a conclusão que a melhor maneira de lidar com a sogra é tratá-la como uma alienígena. De cair no chão.

Momento mais tenso: o final de Resistance is Futile. Após se esquivar das autoridades por tanto tempo Dexter finalmente é encurralado. O destaque vai pro olhar dele ao ser algemado.

Momento mais bizarro: o agente Lundy manda Debra lavar as mãos antes de jantar... e ela fica com tesão.

Menção Honrosa: momento Zidane do Dexter. Doeu até em mim! ___________________________________________________________

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domingo, novembro 11, 2007

Uma certa hesitação

Quero muito escrever sobre três dos melhores filmes que vi recentemente: Planeta Terror, En La Ciudad de Sylvia e I’m Not There. Entretanto, tenho hesitado em fazer isso porque os três são filmaços e quero fazer jus a eles, ao invés de escrever algo meia-boca. Curiosamente, apesar de terem diferenças fundamentais, essas três obras-primas têm algo em comum. Em todas, seus respectivos diretores tentam encontrar a melhor imagem a ser filmada. Não uma imagem perfeita, mas uma imagem possível. ___________________________________________________________

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sexta-feira, novembro 09, 2007

Eles merecem

A persistência é uma qualidade que eu admiro. Acho que quem batalha muito por seus objetivos merece alcançar todos eles. Por isso, faço questão de admitir minha derrota pra New Line Cinema. Eu não tinha a menor vontade de ver a tal Bússola de Ouro, mas após ter visto hoje pela céntesima vez o trailer do filme eu faço uma promessa pra New Line: eu verei o filme, juro, desde que vocês parem de exibir o trailer. Não aguento mais a canastrice da menina Dakota Blue e a cara de andróide da Nicole Kidman. Por Favor! ___________________________________________________________

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sexta-feira, outubro 26, 2007

O demônio encarnado

Hoje, após a sessão dupla de Zé do Caixão, foi bacana perceber durante o debate que José Mojica Marins é ainda mais sinistro que sua criação mais famosa. Além disso, foram exibidos trechos de seu mais novo filme, Encarnação do Demônio. Tecnicamente falando é seu melhor filme. Esteticamente ele também parece promissor: a cena em que Zé do Caixão é libertado da prisão é, desde já, antológica. Além disso Jesse Valadão tava com cara de quem se divertiu muito no papel. Durante o debate Mojica revelou que o filme terá muitas cenas de tortura - até falaram em superar o Takashi Miike! E o produtor disse que está confiante num sucesso estrondoso do filme no Brasil e no resto do mundo. Pelo visto Encarnação do Demônio vai ter uma superaposta das distribuidoras. Agora é torcer pra tudo dar certo na estréia em 2008. ___________________________________________________________

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quarta-feira, agosto 29, 2007

Hollywood é cruel

Quer uma prova que depois duma certa idade a maioria das atrizes ficam presas a certos papéis? Em 1999 Carrie-Anne Moss virou sensação da noite pro dia com o sucesso Matrix...

Em 2007 (8 anos depois!) Carrie-Anne Moss continua linda forte, digna e boa atriz... no papel de mãzona do protagonista adolescente do bacana Paranóia que estréia essa sexta.

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domingo, agosto 05, 2007

A passos de tartaruga

Você sabe que o Cinema Nacional ainda tem um longa caminho a percorrer quando na matéria da Veja desta semana um cara como o Daniel Filho é definido como grande artesão. Até concordo parcialmente que nossos diretores são mais autores que artesãos (não que um artesão não possa ser um autor - mas isso é uma discussão comprida...). Mas vamos ter bom senso e dignidade né?
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sexta-feira, julho 20, 2007

Cadê o diretor?

É impressão minha ou está cada vez mais difícil saber quem dirigiu um filme? As caixas de DVDs atuais parecem querer ocultar essa informação. Hoje, quando passei pela locadora, cada filme desconhecido na prateleira que me chamou a atenção parecia não ter diretor. Os DVDs só informavam a sinopse e o elenco (às vezes a janela e os extras). Nenhum destaque, por menor que seja, ao diretor. Claro, em todas elas estavam os créditos de produção, em Times ou Arial 6. Examinei vários desses créditos com atenção e não tive problema algum em achar os roteiristas, produtores, assistentes de produção e cenógrafos perdidos naquelas letrinhas. Mas não achei em nenhum DVD informação sobre quem era o diretor. Nenhum! Alguém mais reparou nisso e tem uma explicação pro fenômeno?
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domingo, junho 10, 2007

Jean-Claude Bernardet - Entrevista

Hoje o crítico faz 70 anos. Em sua homenagem, está sendo relançado pela Companhia das Letras seu livro Brasil em Tempo de Cinema, ensaio sobre o Cinema Novo feito em plena época do movimento. Leia a entrevista no Estadão (clique aqui) e visite o blog dele (clique aqui) e veja que ele ainda tem muito a dizer, principalmente sobre nosso cinema.
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quinta-feira, maio 31, 2007

Fauna da Sala Escura

Espécies que podem ser encontradas em salas de cinema:

Casal de namorados – jovens e apaixonados. Nos momentos meigos (mesmo num horror violentíssimo) o beijo é melado e sonoro.

Casal de namorados intelectual – a garota usa óculos. Não se beijam. Nos momentos complexos discutem o significado da cena. O debate continua depois da sessão.

Casal de meia-idade – o futuro dos outros casais. Entram na sala quando está escura, reclamando da bilheteria, do café, do estacionamento... a esposa deixa o celular ligado.

Casal homossexual – fáceis de identificar porque as roupas combinam entre si. As outras pessoas evitam sentar perto deles. Às vezes formam uma Galera.

Galera – grupo com idade entre 15 a 35 predominantemente masculino (fêmeas, se existirem, são minoria). Durante a sessão berram e aplaudem nos momentos emocionantes.

Nerds – igual a Galera, mas vestem-se como personagens do filme.

Patricinhas – Galera exclusivamente feminina com idade entre 15 a 45. Durante a sessão dão risada em vários momentos, mesmo quando o filme não é uma comédia.

Cinéfilos – sentam-se nas primeiras fileiras. Às vezes formam uma Galera. Distinguem-se da Galera homossexual porque, independente da opção sexual dos integrantes, suas roupas são um desastre.

Senhor de idade – impossível não admirar alguém que ainda vai ao cinema aos 70 ou 80 anos. Infelizmente dorme depois de 15 minutos. Se não roncar é lucro.

Obs.: híbridos dessas espécies não só são possíveis como freqüentes. ___________________________________________________________

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quarta-feira, maio 02, 2007

Babel faz mal a saúde

"Deixe-me apontar que Babel é um crime contra a humanidade, e possivelmente o pior filme já feito, e que qualquer garota japonesa que saiba fazer linguagem de sinais poderia ter feito aquele papel. Agora que a corte internacional em Haia terminou com Milosevic, eu sugiro Iñarritu"
- Mark Peranson, editor da Cinemascope (a tradução é cortesia da Revista Paisà)

Isso foi meses atrás. Contudo, dois dias atrás surgiram novas evidências da influência nefasta de Iñarritu. Diversos japoneses passaram mal e tiveram que ser hospitalizados após assistirem a obra (?) do cineasta mexicano. Pra ler a notícia completa, clique aqui.

Pra mim está claro que Iñarritu é o mais perigoso terrorista em atividade nos cinemas atualmente. É preciso prendê-lo, julgá-lo e condená-lo. Já enforcaram Saddam, por que poupar Iñarritu? ___________________________________________________________

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sexta-feira, abril 06, 2007

Acredite se quiser

- Não adianta, japonês não sabe filmar.

- Mãe, o filme é de Taiwan!

Diálogo entre mãe e filha ao final duma sessão de O Sabor da Melancia (Festival SESC dos Melhores Filmes 2006). ___________________________________________________________

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sexta-feira, março 23, 2007

Autor bom é autor morto

Estava navegando pela rede quando encontrei algo muito interessante na seção de blogs do Estadão. No blog de Luiz Zanin, o crítico (entendam "alguém que escreve sobre cinema") publicou um post no dia 16 deste mês perguntando se Sofia Coppola é uma autora, isto é, alguém com coerência temática em seus filmes. O curioso é o duelo que se dá nos comentários, entre Zanin e Eduardo Valente da Cinética. Duda respeitosamente discorda e coloca em cheque diversos conceitos de autoria defendidos por Zanin nos comentários.

Acho que não preciso dizer a vocês com qual dos dois concordo em pelo menos 90%. Apesar de já ser um post relativamente antigo, achei a discussão extremamente valiosa. Ainda mais agora que vi Scoop, o novo (e preguiçoso) Woddy Allen - que me fez pensar nas mesmas questões. Para ler o debate virtual, clique aqui. ___________________________________________________________

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sexta-feira, março 16, 2007

Par Avion

Pra todos que tinham perdido a fé: a terceira temporada de LOST tá cada vez melhor. Tomara que continue nesse ritmo. Os próximos episódios prometem. ___________________________________________________________

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segunda-feira, fevereiro 26, 2007

He's back!

Justamente quando todo mundo achava que James Cameron tinha se afogado em Titanic, ele reaparece criando polêmica. Atualmente ele é o produtor (mas não o diretor) de um documentário sobre as últimas descobertas arqueológicas em Israel: o suposto túmulo de Jesus Cristo, sua esposa Maria Madalena e seu filho Judas! Minha sugestão de título: O Exterminador da Igreja Católica.

Agora, mais sério, esse parece ser apenas o primeiro passo dele para voltar ao primeiro time de Hollywood. Para 2008 e 2009 Cameron deverá dirigir nada menos que três super-produções: as ficções científicas Avatar, Battle Angel e o drama sobre mergulhadores The Dive. Será um retorno triunfal ou ele deveria continuar fazendo filmes de expedição submarina?
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quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Um Cineasta Sob Influência

Essa pergunta vai pros especialistas em John Cassavetes e Michael Mann. Ontem à noite eu vi pela primeira vez A Morte de um Bookmaker Chinês, obra-prima de Cassavetes estrelada por um extraordinário Ben Gazarra. É impressão minha ou esse filme parece um bocado com o cinema que Michael Mann faria anos mais tarde?

A câmera e sua relação com os atores, com os espaços, a iluminação, os enquadramentos, a narrativa elíptica, etc. Achei semelhante demais. Aí, procurando na rede por fotos desse clássico, esbarrei com a foto abaixo de Uma Mulher Sob Influência, outra obra-prima.

Michael Mann, herdeiro de John Cassavetes?
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