Amor pelos motivos errados

Esses fãs acham Bill um bocó machista e manipulador (às vezes ele é mesmo), torcem pra que Barb, sua primeira e mais independente esposa se divorcie, odeiam e suspeitam das intenções da segunda esposa Nicki (curiosamente é a que mais prega a união familiar), querem que os filhos escapem dos destinos dos pais e temem a comunidade fundamentalista de Juniper Creek. Se bem que pra ser justo neste último caso, as pessoas de Juniper Creek são mesmo retratados como os antagonistas de Bill e sua família.
Meu ponto é o seguinte: de acordo com declarações dos criadores da série Mark V. Olsen e Will Scheffer, um casal abertamente gay na vida real, Big Love foi criada pra fazer o público refletir sobre a possibilidade de um relacionamento afetivo não tradicional ser perfeitamente válido. De fato, muitas cenas na série levantam paralelos, algumas vezes meio toscos, entre casais poligâmicos e homossexuais. Porém, muita gente que vê a série acha a família de Bill "errada" de um jeito ou de outro.
Ou seja, Big Love parece ser um paradoxo. É envolvente, bem escrita e dirigida - e ainda assim um tremendo fracasso.

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